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​Lucas Eduardo de Araújo Mota : mais um nome?
Nomes e mais nomes de jovens mortos e nada se faz.

Lucas Eduardo de Araújo Mota é um nome que você jamais ouviria. Provavelmente em toda sua vida. Alexandra Mota mais ainda. Ambos estão estampados em jornais nesta terça-feira. De modo dramático. Um nome chora, outro nome está morto. Sim, nomes. É assim que brasileiros estão vendo casos e mais casos empilhados no país que vivem. Nomes que em dois dias são esquecidos. Nomes que entram e saem da nossa cabeça como um fósforo que rapidamente se é acendido e tão rapidamente se apaga.

O nome que se foi é de um adolescente. Este que estava ocupando uma escola contra a reforma do ensino médio. Mesma reforma que é polemica mas que especialistas em educação dizem ser pelo menos um passo em uma direção correta. Se então dita por especialistas como um primeiro passo para ,melhora, mesmo que insuficiente, porque ocupar uma escola?

O que acontece com um país que vê crianças fazendo manifestações e acha lindo e exemplo de democracia? pode ser exemplo de democracia sim? Claro. Mas o que sabe uma criança sobre seu futuro? Especialmente num país com alto índice de ataque físico a professores? Um país aonde a falta de educação é grandiosa e vista por todos os cantos. O que acontece com um país aonde uma criança pode virar instrumento de manobra de grupos interessados em lutar contra A ou B?

Quem é o responsável pela situação em que nossos jovens se encontram? Notícias se acumulam: criança de 10 anos rouba carro e é morta, adolescente bate na colega e quase mata por absolutamente nada. Mãe vai com aluna em escola e ameaça professora. Há realmente tanto motivo para revolta desses menores?

Se não existe quem culpar, existem responsáveis e eles são perfeitamente imputáveis. São os pais, ou os responsáveis legalmente por essas crianças. eles devem sentir o peso da culpa e também enfrentar a lei. Não existe meio caminho. Se não tiveram a educação necessária previamente por seus pais, a quem lhes cabia tal tarefa, quando adultos tem capacidade suficiente para se preocuparem com seus filhos e terem responsabilidade também suficiente para controlar os atos de seus filhos. A eles cabe tal tarefa. Não se deve passar para escola ou para terceiros. ( Isso tudo sem, aqui nesse texto, falar de pais que além de não cuidar de seus filhos, fazem mal a eles)

O caso de Lucas mostra como pais nada sabem o que acontece com seus filhos. O garoto supostamente consumiu drogas e brigou com um colega. Colega que simplesmente o esfaqueou no peito. Imprensa faz questão de dizer que as “regras” da ocupação dizem que não pode haver consumo de drogas lá dentro. Como se isso resolvesse alguma coisa. As “leis” parece que não foram supervisionadas pelos líderes pelo jeito. Claro, adolescentes são adolescentes. Nada surpreendente aqui. O surpreendente é parte da sociedade se orgulhar e achar que eles tem a capacidade de pensar por si mesmos como adultos e que podem resolver seus próprios problemas sem suporte da família. Jovens são primordialmente influenciados por terceiros. Se forem pela família, que se preocupa com eles, muito melhor. Se não, nomes como o de Lucas serão a norma nesse país aonde tudo se pode, tudo se faz e nada de palpável se alcança.